C OMENTÁRIOS 

"Só existe uma maneira de evitar críticas: não fazer nada, não dizer nada e não ser nada."

Aristóteles

Prefácios de Exposições Individuais

 

"On my path...in my dreams"

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António Ramos Rosa, "Deambulações Oblíquas", Quetzal 2001, p.25

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Acaso se pode definir uma interioridade tranquila e meditativa como uma doce melancolia? Certamente que esse paradoxo deixaria intrigados alguns dos admiradores da obra desta pintora singular que é Rosa Trindade.

Mas como definir a sensibilidade de alguém que no seu íntimo se manteve sempre próxima de uma infância introspetiva, tão perto dos segredos da natureza, na intimidade do enigma dos sonhos?

Se a linguagem em que a pintora comunica é foro desse silêncio ambíguo "coado por um céu vegetal", obra voluptuosa de um pincel hábil, como posso deixar de sentir fluir paralelas essas duas visões, a do poeta e a da pintora, quando leio versos como os deste excerto?

Talvez a pintora não esteja familiarizada com a voz universal do poeta, também ele nascido em Faro, mas pelo prodígio da sagrada contiguidade das artes, a obra plástica e a poesia oferecem-nos por vezes visões próximas, sonhos e matizes sob um céu comum.

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Uma essência discreta e silenciosa, algo que transcende a chamada inspiração guia os passos da pintora nesses atalhos que dão o nome a este conjunto de obras: Rosa busca o seu caminho pessoal entre reminiscência da infância - num espaço físico entre Serra, Ria e Céu - e também naquela Terra onde só os passos leves do sonho deixam marcas.

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Memórias das origens - formas que reconhecemos  sem que, no entanto, as possamos nomear - são essas as matérias com que Rosa constrói visões futuras com reminiscências passadas .

Uma busca incessante que se adivinha em todas as suas obras, em superfícies onde o relevo e a matéria são apenas percetíveis, sob os ritmos de luz e a gradação da cor, ora vibrante ora sabiamente matizada."

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Dias, Fernanda

Poeta e gravadora

Mestre em Comunicação, Cultura e Artes pela Universidade do Algarve

14+1"Sonoridades "

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O respeito que o seu percurso artístico me merece levou-me a aceitar o honroso convite para que comentasse o conjunto de telas que constituem a exposição dos seus últimos trabalhos.

São catorze (+1) peças de uma forte organicidade cromática  -  que se aceita como estrutura  -  e onde se revela  um profundo sentido plástico que se  recompõe  de tela para  tela.

Há nelas comportamentos de registo formal que reaparecem nestes novos trabalhos com a autonomia de primeiros figurantes.

Já os conhecia de trabalhos anteriores. São agora recuperados e integrados em ambientes de sonoridades cromáticas.

Rosa Trindade adquire aqui uma intensidade lírica que nos emociona.

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É pois um acontecimento onde generosamente nos é permitido conviver com a alma de uma pintora de grande rigor de atitudes"

Prates, Maria Emília

Artista Plástica e Prof. Ensino Secundário

Livro em branco

  • “Com o tempo, as tuas telas tornaram-se testemunhos dos teus estados de alma, elas deixam adivinhar uma parte do sonho, de imaginação a partilhar.”

Moura, Clementina de

  • "Parabéns, pela obra plena de criatividade a que nos habituámos. Continua...o mérito está à vista."

Silva, Margarida 

  • "Cada vez que vou a uma exposição da Ria, fico ainda mais maravilhada com as suas obras.  Obrigada, pela oportunidade de crescer com este “caminho” e este “sonho”.

Jorge Silva, Patrícia

  • “Obrigada Rosa por esta maravilhosa viagem pelos caminhos do sonho. Gostei muito dos novos trabalhos e continuo fascinada pelos que já conhecia.”

Marcela

  • "Que os teus sonhos se tornem sempre realidade. Parabéns pela artista que está dentro de ti. Gostei."

Gomes, Lurdes Carrasquinho

  • "À minha querida Professora, que grande marca deixou (e que permanece) no meu percurso como estudante e como professora, os meus Parabéns pela obra desta nova fase da vida!! Gostei muito, muito!!

Coles, Carla

  • "Parabéns pela sensibilidade, pela pluradidades de leituras que nos oferece a partir de um momento captado na natureza, nos nossos espaços.

         Parabéns pela explosão de cor, movimento e luz. Materializar o sonho já é realizá-lo."

Afonso, Margarida

  • Querida Professora, No caminho e nos sonhos...tudo se torna real! Obrigada por me ter ensinado a sentir e a ver! "

Figueiredo, Guiomar Belmonte

  • "...Esta exposição é "um sonho", "está um sonho"...simplesmente magnífica, penetrante, intensa e como diz o Simão "estamos no fundo do mar"!

Rijo, Marta e Simão

  • "...Amo as suas obras! São tão...espetaculares!..."

Lucart, Fabiola

  • "Obrigada pela mostragem do seu excelente trabalho! Brindou-nos, por isso agradecemos..."

Lucy e Zé

  • "Rosa, rosae, ria que o som se erga bem alto - grita!"

Brito, Cidália​

  • "Criatividade + sensibilidade, os elementos sempre presentes na pintura da "nossa" querida Ria, mais uma vez me emocionaram...."!

Ruivo, Maria de Lurdes

  • "Mais uma vez posso dizer com satisfação que gostei, e gostei muito, amarguras com o sentimento das telas a realidade dura de uma artista que sente intensamente o que nem todos podem ver, nos “moinhos”, no “voar” e no “mar” ao longe encontro a meditação que poucos conseguem reproduzir. Valeu a pena estar presente"

Saraiva

  • "Fantásticos farrapos de cor que tresandam a poesia. Obrigado por mais este contributo para a arte"

Graça, Francisco​

  • "Os movimentos, os sons, o infinito, a envolvência…um mundo de sentimentos, uma expressão de sensações flutuantes e profundas que nos levam a viajar, a sonhar, a libertar-nos. É essa sensação de liberdade, de infinito, de abarcar tudo com os nossos sentidos que eu levo daqui. Obrigada."

Sousa, Ana